O Parque Estadual do Jalapão foi criado em 12 de janeiro de 2001 e se encontra localizado no município de Mateiros, no estado brasileiro do Tocantins. O parque abrange uma área de quase 150 mil hectares e é considerado como o maior parque estadual do Tocantins. A vegetação é predominantemente de cerrado ralo e campo limpo com veredas.
Sua posição estratégica possui continuidade com a Área de Proteção Ambiental (APA) do Jalapão, Estação Ecológica da Serra Geral e Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba.
A região é considerada como a principal atração turística do estado do Tocantins, sendo que em 2008 foi gravado um reality show da Rede CBS na região chamado Survivor: Tocantins.
Uma característica da região é a produção de artesanato de capim dourado e seda de buriti, que se tornou principal fonte de renda para as comunidades locais e tem sido alvo de estudos e ações para garantir seu uso sustentável, ecológica e economicamente.
Cartão-postal da região, a Serra do Espírito Santo é uma elevação imponente que, através do processo de erosão (chuvas e ventos), dá origem às dunas que se formam aos seus pés.
Também existe na serra um mirante, de onde, após uma hora de caminhada em direção ao cume, é possível se ter uma visão privilegiada de toda a região. O topo da serra é uma grande área plana, que lembra uma imensa mesa elevada. É o local ideal para apreciar as paisagens e horizontes do Jalapão.
Em seu passeio pelo Jalapão vale reservar um tempo para conhecer um povoado tradicional, o Mumbuca, distante 35 quilômetros da cidade de Mateiros. Foi nesse lugar, formado por uma maioria de descendentes de escravos, que surgiu o tão popular artesanato em capim dourado.
Acompanhe as mãos habilidosas das mulheres do Mumbuca trabalhando o capim dourado, produzindo peças artesanais que serão distribuídas em todo o Brasil e em diversos países.
A população do Mumbuca não chega a 200 moradores. Lá, homens e mulheres dividem funções bem definidas. Os homens plantam para o consumo da família, enquanto as mulheres colhem a produção e preparam farinha, além, claro, de atuarem como artesãs.
Todo aventureiro que vai ao Jalapão tem um destino certo: o rafting nas corredeiras do Rio Novo. Mas não precisa ser experiente nem mesmo saber nadar para encarar as águas ora turbulentas, ora tranqüilas. Basta estar munido dos acessórios de segurança adequados, oferecidos pelas agências de turismo.
Há duas opções. Uma são os longos percursos, de até quatro dias, em que é possível conhecer cachoeiras de alto nível de dificuldades e fazer paradas nas pequenas praias de areia branca e fina que se formam nas margens do rio. Outra opção, mais rápida, escolhida pela maioria dos turistas, dura três horas de descida (seis quilômetros).
A melhor época para praticar o rafting é de maio a setembro, período de seca no estado do Tocantins. É nesta época, também, que as estradas de acesso ao Jalapão estão em melhores condições de tráfego.
Um cenário tanto inesperado quanto inesquecível, formado por enormes dunas de areia dourada (areia de quartzo), de até 30 metros de altura. Imagine a sensação de andar por estas areias e contemplar o pôr-do-sol no centro de uma paisagem como esta!
As dunas do Jalapão estão em constante movimento, guiadas pelos ventos. Ao seu redor está a Serra do Espírito Santo, de formação arenosa, cuja ação dos ventos causa sua erosão, originando as dunas.
Parece um oásis. Em meio à vegetação fechada, entre brejos e riachos, surge um lugar de rara beleza, cercado por bananeiras. Ao seu centro está um grande poço de água azul transparente – na verdade, a nascente de um rio subterrâneo. A água que brota das areias claras cria o fenômeno da ressurgência, que tornam impossível até o banhista mais persistente afundar. No Fervedouro, você vai divertir-se e conhecer a real sensação da leveza.
Após curtir a exuberância da Cachoeira da Velha, é hora de percorrer uma trilha de aproximadamente uma hora até chegar à prainha, um lugar bastante agradável, com sombra e águas doces e mansas, cercado por matas de galeria. É o momento para relaxar e refletir.
Alguns dos visitantes do Jalapão encontram na prainha o lugar ideal para acampar, passando momentos mais duradouros em contato com a natureza. Outros se contentam em banhar-se em suas águas, apreciando a beleza do cenário.
Um dos últimos rios de água potável do mundo, de aparência totalmente cristalina. O Rio Novo chama a atenção também pela natureza selvagem que o envolve e pelas belas praias que se formam ao longo de suas margens.
Nas águas do Rio Novo, é comum a prática do rafting. Mas há espaço para outros esportes radicais, como a canoagem, rapel, bóia-cross (descida pelas corredeiras do rio em bóia individual) e acquaride (em que o esportista fica de bruços em cima da bóia).







